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Sexta-feira, Abril 30, 2004
comente: Segunda-feira, Abril 26, 2004
Um outro genial velhinho gagá (para o poeta Walter Galvão) No livro ¿Esse Ofício do Verso¿ (Cia. Das Letras), o grande Jorge Luis Borges faz uma afirmação que me permite compará-lo ao outro ¿gênio gagá¿, Ariano Suassuna. Guardadas, logicamente, as indevidas desproporções. No capítulo 2 , depois de citar uma bela metáfora de Shakespeare (¿somos aquela matéria de que os sonhos são feitos¿), Borjão me sai com a pérola abaixo transcrita. Atenção... apertem os cintos: Dois pontos, nova linha, travecão! (...) ¿outro exemplo do mesmo modelo vem de um grande poeta alemão ¿ um poeta menor ao lado de Shakespeare (mas suponho que todos os poetas sejam menores ao lado dele, salvo dois ou três).¿ Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalho! Incautos, por favor, quem disse essa babaquice foi Jorge Luiz Borges e não eu. Um gênio gagá que escreveu disse isso em Harvard, aos 69 anos. Gagá! Só pode! Estava gagá. Ainda bem... não é só Ariano Suassuna que chamou Madona e Michael Jackson de débeis mentais, quando eles são apenas medíocres. Ah, o nome do poeta alemão é... tiãããããããnnnnnnn: WALTER VON DER VOGELWEIDE. Quem pronunciar seu nome corretamente ganha uma mariola literária. Mas, isso faz de Jorge Luiz Borges um ser abominável? Claro que não. E expor esse furico existencial do conferenciasta também não faz de mim seu agressor. É sua face humana, uai! Humanos sempre fazem cagadas. Escrevem, melhor dizendo. Dizem - como no caso - melhor escrevendo. Afinal, o livro resultou de umas conferências em Harvard, em 67/68. No mais, esse livro do Borges é lindo demais. Precisa ser lido. Dele, extraí a epígrafe do meu próximo livro. Vou excluir Rilke, meu! ¿O fato central de minha vida foi a existência das palavras e a possibilidade de tecê-las em poesia¿. Não é ducaralho? O livro tem várias passagens maravilhosas, como quando ele cita o filósofo chinês Chuan Tzu e conta que o zoiudo sonhou que era uma borboleta e, ao acordar, não sabia mais se era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem. Até! PS. Ah, o livro que mais gostei de Jorge Luiz Borges (1899-1986), foi ¿História universal da infâmia¿. comente: Poema visual de Clemente Padin, que faz questão de dizer que não é poeta. E eu lembro Almandrade definindo a Poesia Visual como "A poesia como objeto do olhar". STOP TERRORISM
![]() comente: Quinta-feira, Abril 22, 2004
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O Autor
Lau Siqueira nasceu em Jaguarão,RS. Publicou três livros: O Comício das Veias
(Paraíba: Editora Idéia, 1993), O Guardador de Sorrisos (Paraíba: Editora Trema, 1998) e
Sem Meias Palavras (Paraíba: Editora Idéia, 2002). Tem poemas publicados nas
últimas edições do Livro da Tribo (São Paulo: Editora Tribo) e na
antologia Na Virada do Século — Poesia de Invenção no Brasil (São Paulo: Editora Landy, 2002),
organizada pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel.
Lau por Amador Ribeiro Neto Jornal da Poesia Livro da Tribo Germina Spam Zine PD - Literatura O Cisco Tonitruante Guia de Poesia Patife |
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